terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Eu não sei porque isso aconteceu. Procurei saber, mas talvez era melhor ter esquecido quando me perguntei pela primeira vez. A dor consome, invade o peito e o coração e escorre pelos olhos. Olhos enxados, nariz pigmentado, rosto deformado. Lágrimas, tristeza, falta de esperança. Sentimentos que não saem, não mudam e não passam independentemente das palavras que são ditas a mim. Informada, ainda sigo com o pensamento positivo, mesmo sabendo que o negativo prevalece e que você não vai durar muito. Ficar forte, se manter forte, mentir pra você, não chorar, segurar a barra. Até quando? Não quero sofrer, não quero ver você sofrer. Não se mede a vontade que eu tenho de te agradecer a cada minuto cada estação do ano ao seu lado, cada ligação, cada "bom dia", cada praia, cada sorvete e cada risada. Não sei se devo te dizer tudo isso que sinto. Talvez, você note que não te resta tanto tempo assim. Tudo muito confuso, muita informação e pouca resolução. Cadê o segundo plano? O segundo caminho? Quando isso não existe, o que a gente faz? Não sei o que fazer. Não sei seguir em frente sabendo que você não estará ao meu lado daqui um tempo. Sempre sonhei com você, velhinho, do meu lado no altar do meu casamento. Sempre gostei de ouvir: "Nossa, Gigi, como você está linda" mesmo quando eu estava com os cabelos despenteados. Sempre gostei de comprar sorvete e dar risada, sentir a brisa do mar e te jogar baldinhos de água nas costas. Não tem como esquecer, não dá pra esquecer. Não se vá. Não quero que você se vá. Mas vá, pois não quero o ver sofrer. Eu te amo, eternamente.

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